POESIA — Andorinhas catalãs

Os dias se arrastam como a ressaca do mar,

mas correm, como o sangue em veias frágeis;

a vida, tão curta, subitamente me parece tão longa…

E eu não estou disposta a vivê-la assim.

Meus sonhos me sustentam, pois parece que eu não tenho mais base.

Eu estou no limbo: eu quero viver

e eu quero morrer.

Eu quero sumir e quero existir.

Que me esqueçam, que me lembrem,

eu me importo e não me importo.

Quando o lúgubre medo surge,

eu o desfruto

e choro.


Entenda-me, eu te suplico:

eu me amordaço e me atiro ao mar.

Eu quero me afogar e quero viver,

eu quero transbordar.


Eu olho para o alto:

voando em círculos,

andorinhas catalãs.

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